DR - IDR

DR - Dispositivo de Proteção à Corrente Diferencial Residual

    O "DR" nada mais é do que um "dedo duro" para os eletricistas. A função do DR é acusar e "desarmar" o circuito caso haja a fuga de corrente elétrica numa instalação. Essa "fuga elétrica" pode ser um simples cabo/fio descascado "dando massa" em algum lugar da edificação, bem como pode ser uma pessoa levando um choque.

    O funcionamento do DR é simples (não sei porque demoraram tanto para ter a idéia e inventá-lo), dentro de um Núcleo Toroidal (Anel de Ferrite, Pó de Ferro, etc) são enrolados os cabos que se deseja "monitorar", quando a quantidade  de corrente elétrica que entra no circuito é a mesma que sai, o DR mantem-se "armado", quando a corrente elétrica que sai é menor do que a corrente elétrica que entra no circuito, o DR "entende" como sendo uma fuga elétrica, então há um segundo dispositivo interno no DR que amplifica o sinal e calcula o valor da fuga, caso o valor esteja acima do projeto do DR (geralmente 30mA ou 300mA) o mesmo "desarma", desligando-se assim o circuito ao qual pertence a fuga.

    A principais utilidades do DR são:
    Caso uma pessoa do sistema elétrico leve um choque, em questão de milisegundos o DR desliga o circuito elétrico, evitando-se assim de que a pessoa seja eletrocutada, parece simples mas já salvou e poderia salvar muitas vidas por aí.

    Caso uma instalação elétrica tenha "fugas" de eletricidade, o DR desarma instantaneamente, até que a "fuga" seja eliminada. Aí o fato dos eletricistas ficarem loucos da vida (com o DR "dedo duro"), como as informações agora chegam mais facilmente aos clientes, estes por sua vez compram os DR's e solicitam aos eletricistas para o instalarem, porém quando instalam o DR quase de imediato o mesmo começa à "desarmar" e o pior, na maioria dos casos a instalação que o eletricista esta fazendo é nova, cabe então ao eletricista contratado sair "à caça" da tal fuga, como alguns tem dificuldade com a elétrica (mesmo sendo "eletricistas"), não sabem por onde começar e achar a "fuga", então "CASTRAM" o DR (abrem o DR e cortam conexões internas), que por sua vez não opera mais (portanto fique de olho no eletricista). Já outros eletricistas (de verdade) procuram pela tal "fuga", o acham e eliminam, assim o DR "desarma" somente quando alguém levar um choque ou algum equipamento/fiação der "fuga" à terra. Para descobrir se o DR foi "castrado", pressione o botão de teste do mesmo, o mesmo deverá desarmar, se não ocorrer o mesmo está com defeito ou foi "castrado".

    Nos casos industriais (para máquinas de grande porte), geralmente utiliza-se DR de 300mA de disparo, isso por que a função do mesmo é "desarmar" mais para evitar-se incêndios por "fuga" (centelhamento perigoso) e não proteção humana.

    Alguns aparelhos "desarmam" o DR constantemente, pois em parte dão fuga de eletricidade à terra, é o caso dos chuveiros elétricos comuns que não possuem resistência blindada. Neste caso é necessário adquirir equipamentos que não possuam "falhas de isolamento", no caso do Chuveiro, tem que ser com Resistência Blindada para que seja usado em harmonia com o DR e desarmar se realmente alguém levar um choque ao manuseá-lo.

    O uso do DR é OBRIGATÓRIO conforme determina a NBR-5410 (ABNT) que dita as regras sobre as instalações elétricas em baixa tensão. Portanto, se vc por exemplo é dono de um hotel, e vosso cliente morre eletrocutado no banho, caso a perícia dite que vc é o culpado por não ter instalado o DR no Painel de Distribuição, você como proprietário do empreendimento responderá em processo criminal.

    O DR também é chamado por alguns de IDR (Interruptor Diferencial Residual), é o mesmo componente, apenas com o nome diferente.

    O DR ou IDR apenas acusam e desarmam o circuito em casos de fuga elétrica, não servem ou fazem função de Disjuntor. Portanto é necessário usar um Disjuntor em Conjunto com o DR para o circuito elétrico (ou cada circuito, conforme projeto).

    Mas, há também o "Disjuntor DR", o DDR (diferente do somente DR), este por sua vez atua como dedo duro na fuga de corrente elétrica e como proteção contra sobrecargas e curto-circuito (função de um disjuntor), porém este é mais difícil de se encontrar devido seu alto preço (tipo uns R$ 2.000,00), enquanto o DR é mais em conta (tipo uns R$ 200,00 + uns R$ 50,00 do disjuntor).

    Os fabricantes de DR's recomedam que mensalmente/semestralmente o usuário faça o teste de desarme, simulando uma corrente de fuga, ao qual o DR deverá desligar, para isso o usuário pressiona o botão de "teste" frontal na face do dispositivo.

    Quanto ao efeitos do choque elétrico vale citar:

    "Define-se o limite de largar como a corrente máxima que uma pessoa pode suportar ao segurar um condutor energizado. Ela pode larga-lo usando os músculos voluntariamente estimulados. Em outras palavras, o limite de largar é o valor máximo de corrente que uma pessoa, tendo à mão um objeto energizado, pode ainda o largar.
    Para essa grandeza, estudos mostram que, em corrente alternada de 50 a 60Hz, os valores se situam entre 6 e 14mA em mulheres e entre 9 e 23mA em homens".
    Fonte: COTRIM, Ademarco; Instalações Elétricas, pg. 68, 5 Edição; Editora PEARSON.
    
    Tendo como base ensaios e estudos como citado (COTRIM), a NBR-5410 determina que circuitos elétricos que podem ser acessíveis direto ou indiretamente pelos usuários devem ser  dotados de disposito DR com sensibilidade de 30mA, isto é, deverá o DR desarmar com corrente igual ou inferior à 30mA para proteção de pessoas.  

    Baseiando-se na segurança humana, quanto ao desarme no máximo 30mA e curto período não maior que 30ms de resposta por parte do DR a Engenharia Eletrotécnica recomeda que anualmente todos os DR's instalados sejam submetidos à inspeção e ensaio com equipamento específico testador/simulador de fuga de corrente elétrica, devido à todo DR sendo este um dispositivo elétrico com componentes eletrônicos, está sujeito à falhas como qualquer outro dispositivo elétrico, podendo falhar em uma situação real, mesmo sendo aprovado no teste simples de pressionar o botão "teste", conforme recomendação do fabricante.

    Neste ensaio sugerido pela Engenharia Eletrotécnica o DR é submetido à uma corrente de fuga controlada por meio de instrumento profissional (Fluke por exemplo), onde mede-se o tempo de resposta do desarme (em mili segundos(delta s)) e a corrente de desarme (em mili Amperes (delta i)). Desta forma o DR é efetivamente testado quanto às especificações da norma regulamentadora EN 61008 que por sua vez é referência para a fabricação destes dispositivos.

    A Engenharia Eletrotécnica presta o serviço de inspeção de dispositivos DR's quanto ao ensaio de corrente de fuga.

Para ensaios em laboratório:
R$ Custo de Frete Ida e Volta + Taxa R$ 320,00 + R$ 15,00 para cada DR à ser submetido à ensaio.

Para ensaios em campo:
R$ Custo deslocamento + Taxa R$ 320,00 + R$ 22,00 por DR à submeter ensaio.

, portanto o cliente pode optar em enviar o DR para ser submetido à teste na EngenhariaEletrotécnica, ou pode solicitar o serviço em campo no local de instalação.

    É emitido ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) junto ao CREA para o serviço prestado, bem como sendo acompanhando o descritivo dos ensaios realizados nos DR's.

    Neste link, você pode acompanhar um dos testes realizados em campo pela Engenharia Eletrotécnica.

    Peça seu orçamento! Garantia de segurança não tem preço.

 

                                                       

          Interruptor Diferencial Residual (IDR-DR)            Disjuntor DR (função IDR + Disjuntor)

 

 

 

    Se vc deseja aprofundar-se no funcionamento dos DR's visite:

 

www.siemens.com.br
www.soprano.com.br
www.steck.com.br
www.moeller.com.br
www.piallegrand.com.br
www.schneider-electric.com.br
 

    A Engenharia Eletrotécnica presta serviços relacionados à Consultoria e análises para sistemas elétricos em geral, com elaboração de Laudos Técnicos para apontamento de falhas e melhoramentos para enquadramentos na NR-10.

                              

 
Soluções sob medida para indústrias que procuram inovar na tecnologia de seus equipamentos.

                   Inovação