DR - IDR

DR - Dispositivo de Proteção à Corrente Diferencial Residual

    O "DR" nada mais é do que um "dedo duro" para os eletricistas. A função do DR é acusar e "desarmar" o circuito caso haja a fuga de corrente elétrica numa instalação. Essa "fuga elétrica" pode ser um simples cabo/fio descascado "dando massa" em algum lugar da edificação, bem como pode ser uma pessoa levando um choque.

    O funcionamento do DR é simples, dentro de um Núcleo Toroidal (Anel de Ferrite, Pó de Ferro, etc) são enrolados os cabos que se deseja "monitorar", quando a quantidade  de corrente elétrica que entra no circuito é a mesma que sai, o DR mantem-se "armado", quando a corrente elétrica que sai é menor do que a corrente elétrica que entra no circuito, o DR "entende" como sendo uma fuga elétrica, então há um segundo dispositivo interno no DR que amplifica o sinal e calcula o valor da fuga, caso o valor esteja acima do projeto do DR (geralmente 30mA ou 300mA) o mesmo "desarma", desligando-se assim o circuito ao qual pertence a fuga.

  Fonte: www.siemens.com.br - 23/08/16.

      A principais utilidades do DR são:

    Caso uma pessoa do sistema elétrico leve um choque, em questão de milisegundos o DR desliga o circuito elétrico, evitando-se assim de que a pessoa seja eletrocutada, parece simples mas já salvou e poderia salvar muitas vidas por aí.

    Caso uma instalação elétrica tenha "fugas" de eletricidade, o DR desarma instantaneamente, até que a "fuga" seja eliminada. Aí o fato dos eletricistas ficarem loucos da vida (com o DR "dedo duro"), como as informações agora chegam mais facilmente aos clientes, estes por sua vez compram os DR's e solicitam aos eletricistas para o instalarem, porém quando instalam o DR quase de imediato o mesmo começa à "desarmar" e o pior, na maioria dos casos a instalação que o eletricista esta fazendo é nova, cabe então ao eletricista contratado sair "à caça" da tal fuga, como alguns tem dificuldade com a elétrica (mesmo sendo "eletricistas"), não sabem por onde começar e achar a "fuga", então "CASTRAM" o DR (abrem o DR e cortam conexões internas), que por sua vez não opera mais (portanto fique de olho no eletricista). Já outros eletricistas (de verdade) procuram pela tal "fuga", o acham e eliminam, assim o DR "desarma" somente quando alguém levar um choque ou algum equipamento/fiação der "fuga" à terra. Para descobrir se o DR foi "castrado", pressione o botão de teste do mesmo, o mesmo deverá desarmar, se não ocorrer o mesmo está com defeito ou foi "castrado".

    Nos casos industriais (para máquinas de grande porte), geralmente utiliza-se DR de 300mA de disparo, isso por que a função do mesmo é "desarmar" mais para evitar-se incêndios por "fuga" (centelhamento perigoso) e não proteção humana.

    Alguns aparelhos "desarmam" o DR constantemente, pois em parte dão fuga de eletricidade à terra, é o caso dos chuveiros elétricos comuns que não possuem resistência blindada. Neste caso é necessário adquirir equipamentos que não possuam "falhas de isolamento", no caso do Chuveiro, tem que ser com Resistência Blindada para que seja usado em harmonia com o DR e desarmar se realmente alguém levar um choque ao manuseá-lo.

    O uso do DR é OBRIGATÓRIO conforme determina a NBR-5410 (ABNT) que dita as regras sobre as instalações elétricas em baixa tensão. Portanto, se vc por exemplo é dono de um hotel, e vosso cliente morre eletrocutado no banho, caso a perícia dite que vc é o culpado por não ter instalado o DR no Painel de Distribuição, você como proprietário do empreendimento responderá em processo criminal.

    O DR também é chamado por alguns de IDR (Interruptor Diferencial Residual), é o mesmo componente, apenas com o nome diferente.

    O DR ou IDR apenas acusam e desarmam o circuito em casos de fuga elétrica, não servem ou fazem função de Disjuntor. Portanto é necessário usar um Disjuntor em Conjunto com o DR para o circuito elétrico (ou cada circuito, conforme projeto).

    Mas, há também o "Disjuntor DR", o DDR (diferente do somente DR), este por sua vez atua como dedo duro na fuga de corrente elétrica e como proteção contra sobrecargas e curto-circuito (função de um disjuntor), porém este é mais difícil de se encontrar devido seu alto preço (tipo uns R$ 2.000,00), enquanto o DR é mais em conta (tipo uns R$ 200,00 + uns R$ 50,00 do disjuntor).

    Os fabricantes de DR's recomedam que mensalmente/semestralmente o usuário faça o teste de desarme, simulando uma corrente de fuga, ao qual o DR deverá desligar, para isso o usuário pressiona o botão de "teste" frontal na face do dispositivo.


    Fonte: Jornal RBS - 23/08/2016.

        Quanto ao efeitos do choque elétrico vale citar:

    "Define-se o limite de largar como a corrente máxima que uma pessoa pode suportar ao segurar um condutor energizado. Ela pode larga-lo usando os músculos voluntariamente estimulados. Em outras palavras, o limite de largar é o valor máximo de corrente que uma pessoa, tendo à mão um objeto energizado, pode ainda o largar.
    Para essa grandeza, estudos mostram que, em corrente alternada de 50 a 60Hz, os valores se situam entre 6 e 14mA em mulheres e entre 9 e 23mA em homens".
    Fonte: COTRIM, Ademarco; Instalações Elétricas, pg. 68, 5 Edição; Editora PEARSON.
    
    Tendo como base ensaios e estudos como citado (COTRIM), a NBR-5410 determina que circuitos elétricos que podem ser acessíveis direto ou indiretamente pelos usuários devem ser  dotados de disposito DR com sensibilidade de 30mA, isto é, deverá o DR desarmar com corrente igual ou inferior à 30mA para proteção de pessoas.  

    Baseiando-se na segurança humana, quanto ao desarme no máximo 30mA e curto período não maior que 30ms de resposta por parte do DR a Engenharia Eletrotécnica recomeda que anualmente todos os DR's instalados sejam submetidos à inspeção e ensaio com equipamento específico testador/simulador de fuga de corrente elétrica, devido à todo DR sendo este um dispositivo elétrico com componentes eletrônicos, está sujeito à falhas como qualquer outro dispositivo elétrico, podendo falhar em uma situação real, mesmo sendo aprovado no teste simples de pressionar o botão "teste", conforme recomendação do fabricante.

    Neste ensaio sugerido pela Engenharia Eletrotécnica o DR é submetido à uma corrente de fuga controlada por meio de instrumento profissional (Fluke por exemplo), onde mede-se o tempo de resposta do desarme (em mili segundos(delta s)) e a corrente de desarme (em mili Amperes (delta i)). Desta forma o DR é efetivamente testado quanto às especificações da norma regulamentadora EN 61008 que por sua vez é referência para a fabricação destes dispositivos.

    A Engenharia Eletrotécnica presta o serviço de inspeção de dispositivos DR's quanto ao ensaio de corrente de fuga.

Para ensaios em laboratório:
R$ Custo de Frete Ida e Volta + Taxa R$ 320,00 + R$ 15,00 para cada DR à ser submetido à ensaio.

Para ensaios em campo:
R$ Custo deslocamento + Taxa R$ 320,00 + R$ 22,00 por DR à submeter ensaio.

, portanto o cliente pode optar em enviar o DR para ser submetido à teste na EngenhariaEletrotécnica, ou pode solicitar o serviço em campo no local de instalação.

    É emitido ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) junto ao CREA para o serviço prestado, bem como sendo acompanhando o descritivo dos ensaios realizados nos DR's.

    Neste link, você pode acompanhar um dos testes realizados em campo pela Engenharia Eletrotécnica:

    Peça seu orçamento! Garantia de segurança não tem preço.

 

                                                       

          Interruptor Diferencial Residual (IDR-DR)            Disjuntor DR (função IDR + Disjuntor)


    Se vc deseja aprofundar-se no funcionamento dos DR's visite:

www.siemens.com.br
www.soprano.com.br
www.steck.com.br
www.moeller.com.br
www.piallegrand.com.br
www.schneider-electric.com.br
 

    A Engenharia Eletrotécnica presta serviços relacionados à Consultoria e análises para sistemas elétricos em geral, com elaboração de Laudos Técnicos para apontamento de falhas e melhoramentos para enquadramentos na NR-10.

                              

 
Soluções sob medida para indústrias que procuram inovar na tecnologia de seus equipamentos.

                   Inovação